Foi estranho,
como uma nova primeira impressão.
Estar fora do sonho.
Pisar novamente no chão.
Não tinha como controlar.
A mente,
que outrora viajara sem limites
se via novamente presa
pelas garras do pesadelo.
E por já ter estado nessas paradas
Tentava se desvenciliar desse abraço.
Não tinha o que falar.
E o coraçao trabalhava freneticamente
lutando contra os sentimentos em desfile.
E por mais que eu queira,
não consigo desfarçar o medo
De andar pelas mesmas estradas
frias como aço.
Estar de olhos abertos,
ver a realidade de perto
Sem ter em que me agarrar,
sem ter o que esperar.
Sem me agarrar em vãs esperanças,
Sem esperar pelas maravilhas de um sonho,
Sem imaginar a metáfora da próxima rima,
sem perceber no paradoxo que me tornei.
Contando cada lágrima que derramei,
Cantando minha sina
para qualquer estranho
que deixe o doce na boca da minha criança.
E andando na escuridão
tateando as cegas,
sentindo a densidade de meus sentimentos,
sigo procurando um motivo para me reerguer
Procurando o fim da imensidão,
Lutando contra as trevas
e discutindo com meus tormentos
Vou tentando sobreviver,
Ganhar uma sobrevida,
voltar a ser aquela pessoa altiva
Capaz de brincar e sorrir
Poder ir e vir.
Me olhar no espelho,
E com a mesma facilidade,
olhar o passado
como uma simples transgressão
Esconder os desejos,
Suprimir minhas verdades
Ser o eterno namorado
em busca da paixao.
Autor : Calvin Rocha Coelho
Larga a faculdade e vira poeta homi!! hehehe
ResponderExcluirBeijos!!