Prazer

Apenas poesias, é um blog onde colocarei alguns dos meu poemas e se possível, de outros autores também.
Sejam bem vindos!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Física do amor

Era tão bom te ter por perto:
Compartilhar teu calor em noites frias,
sentir teu coração pulsar a cada beijo,
ouvir teus suspiros a cada toque.

Achei que fosse tudo flores, eterno,
mas te amei enquanto tu rias
do meu eu quase perfeito.
Você mudava meu eixo a cada novo torque.

A cada palavra que você dizia
eu mudava minha direção,
você distorcia  meus sentidos
multiplicando o módulo do meu querer.

Todo dia, era um novo dia.
Você controlava minha pressão,
alterando a hidrostática do meu ser.

Você me conhecia.
Me fez entender o porquê
Da atração de dois corpos

E quando mudava de polo,
me repelia,
mesmo querendo me ter.

Infelizmente eu não sabia o teu potencial,
e a cinética do meu amor por ti
se acabou sem conservação.

Você me fez mal.
Traiu-me, e dor me fez sentir.
Desfez nossa fusão.

E  na hora do adeus,
uma colisão aconteceu.
Mas desta vez, não demorou muito.

Cada um seguiu o seu caminho.
Pensando na vida, sozinho,
triste e de luto.


Sem mais relatividades
ou complexidades
sobre quem fui ou quem serei.


Eu pensei, e mudei.
Busquei uma nova lógica
E assim, mudei minha ótica.




                          Autor : Calvin Rocha Coelho

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Brinquedo


Amar e não ser amado,
esbanjando amor, sem consciência de desperdiçá-lo
Sendo enganado por palavras e atos
Sendo simplesmente um brinquedo usado.

Fora assim que me senti.
Insignificante, ignorante,
por pensar que era amor
os momentos em que você me usou.

Eu te amei de uma forma tão pura
de uma maneira um tanto quanto platônica,
que quase me levou a loucura.
Mas a vida, como sempre, fora irônica.

A vida me deu em troca somente amargura
enquanto eu sorria para o mundo.
Pintava-me de feliz, como um palhaço,
que no final do dia volta para sua vida sem graça.

E assim eu vivia nessa farsa.
Sendo ludibriado em cada abraço
acreditando no seu amor imundo
e em toda a sua doçura.

Não me lembro bem quando mudei.
Mas o fiz!
No principio não acreditei,
pois a vida me pintava feliz.

Foi inebriante
Ser tocado por seu antigo amor
Agora não mais que um estranho
Uma vez que, este, nunca fora de fato seu.

Lhe dei um ultimo abraço legitimamente meu.
Senti o cheiro do teu cabelo castanho
Tentanto não transpassar a dor
Que sentia a cada instante

Mas mesmo assim, contra a vontade,
o brinquedo voltou-se contra o mestre.
E desfazendo a ambiguidade
Mudei o rumo do meu destino.

E na despedida,
tudo perdera a cor,
o último beijo não tinha sabor
o último toque selou a ferida.

Hipoteticamente, hoje levo a vida mais feliz
Entretanto, inseguro, triste e sozinho.
Sentindo falta de calor nas noites de frio
desapegando-me de uma antiga cicatriz.

                                        Autor : Calvin Rocha Coelho

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Cicatriz


Para que contar casos ?
Para que esperar momentos?
Vivemos de acasos,
buscando conhecimento.

Saber amar,
saber cutir,
ser original,
ser feliz !

Poder cantar,
poder sorrir,
falar do bem,
evitar o mal.

Esquecer dos pecados que cometi,
viver uma nova vida.
Deixar o cascão na ferida,
sem esperar por uma nova cicatriz !

Louco, desvairado


Desculpe-me por fantasiar.
Eu estava apaixonado,
louco, desvairado,
Não conseguia pensar.

Andava no automático
inconciente, inebriado,
louco, desvairado,
meio enigmático.

Mas mesmo sendo
um louco, desvairado
Ainda tenho sentimentos

E nestes, a cada momento
Esse louco, desvairado,
aos poucos, vai morrendo.